Entenda o ciclo menstrual

A menstruação é o final de uma série de eventos produzidos por hormônios dependentes uns dos outros e estimulados pelo hipotálamo, hipófise e ovário.
Esses eventos determinam uma série de modificações fisiológicas no organismo que visam prepará-lo para o coito e a gravidez. O conjunto dessas modificações que se repetem periódica e temporariamente, inclusive a menstruação, é chamado de ciclo menstrual.

O hipotálamo, região do sistema nervoso central, que sofre ação de estímulos externos, realiza uma secreção intermitente de um hormônio chamado GnRH, o qual estimula a hipófise, glândula mestra do organismo, a produzir os hormônios LH e FSH, que por sua vez estimulam os ovários a fazerem o crescimento folicular e produzir os hormônios femininos, estrogênios e progesterona.

Esses agem sobre todo o sistema genital, causando, por exemplo, o crescimento do endométrio, camada de glândulas que reveste o útero. É isso o que a mulher menstrua aproximadamente a cada 30 dias.

Dentro deste ciclo menstrual, o período fértil - ou período de ovulação - com maior possibilidade de gestação, ocorre 14 dias antes da data da próxima menstruação, com uma variação de três dias para mais e para menos. Exemplificando: se a próxima menstruação de uma mulher é prevista para o dia 31 de dezembro, e ela tem ciclos normalmente com intervalo de 30 dias, o período fértil está compreendido entre os dias 14 de dezembro e 20 de dezembro (três dias antes e três após 17 de dezembro).

As cólicas menstruais, quando ocorrem, geralmente se iniciam na segunda fase do ciclo menstrual, ou seja, após a ovulação. As alterações físicas e de humor, presentes na famosa TPM (Tensão Pré-Menstrual) também ocorrem nesse período. Normalmente decorrentes de alterações hormonais - como com a produção de progesterona pelo ovário e maior retenção de líquido pelo organismo - sã

Proteja-se da gravidez indesejada

Na geração de nossas avós, as mulheres engatilhavam uma gravidez atrás da outra. Mal terminava um resguardo e lá se vinham mais nove meses com filho na barriga. Eram as famílias com oito, dez, doze irmãos. Casos raros aqueles casais que ficavam na marca de três rebentos.
Além da cultura de fazer sexo apenas com fins de procriação, as mulheres de antigamente não tinham a opção de transar evitando a gravidez. Para se ter uma idéia do fértil cenário, basta lembrar que a pílula anticoncepcional só foi inventada nos anos de 1960.

Na mesma época, a revolução feminina pós-queima de sutiãs trouxe uma série de mudanças de hábitos e a mulher do século 21 não tem mais tanta vocação para parideira. Em vez disso, a mulher contemporânea quer ter o direito de ter filhos quando bem entender. Para dar a ela a chance de decidir quando ter filhos, existem os métodos anticoncepcionais: camisinha, tabelinha, pílula, DIU... E a medicina a cada dia inventa mais um.

Opções não faltam, mas é fundamental ressaltar que toda essa conversa de direito de escolha, independência feminina e afins cai por terra quando esbarra-se na falta de informação ou mesmo descuido por parte da mulher e/ou do parceiro.

A mulher precisa entender o funcionamento do seu corpo para depois encontrar o método anticoncepcional que se enquadra no seu perfil. Que a menstruação, como o nome diz, é mensal, toda mulher sabe. Agora nem todas sabem o porquê do sangramento e como funciona o ciclo menstrual.

Informação é fundamental. Conheça seu corpo e não saia por aí usando o método anticoncepcional que lhe parecer mais adequado. Na hora de escolher a melhor forma de evitar gravidez, a mulher tem de contar com a ajuda de um ginecologista para que ele lhe dê as alternativas mais adequadas ao seu perfil.

Munida das informações necessárias, a gravidez só vai chegar num momento indevido se você e o parceiro se descuidarem.

o tratadas com o uso de diuréticos, calmantes e medicamentos contra a cólica.

Pacientes que fazem uso de anticoncepcionais têm uma tendência a não terem cólicas menstruais numa intensidade tão forte, pela falta da ovulação (efeito do anticoncepcional).

Anticoncepcional injetável

A incidência de gestação durante tratamento com anticoncepcional injetável é praticamente igual à incidência durante o uso de anticoncepcional oral (0,5%).
A grande vantagem do medicamento injetavel é a forma de administração: uma ampola intramuscular no oitavo dia do ciclo menstrual, sem a necessidade do uso diário de medicamento - como é o caso da pílula, que tem a chance de esquecimento e de disturbios gástricos como a náusea (mesmo quando tomada à noite).

A injeção tem como maior efeito colateral a irregularidade menstrual, que pode ocorrer ou não dependendo de cada paciente. Os efeitos colaterais de aumento de peso e cefaléia podem ocorrer independente da forma de administração, via oral ou injetável.

O funcionamento tanto de um como de outro é igual: eles impedem a gravidez por inibir a ocorrência da ovulação.

Como funciona a pílula anticoncepcional?

Tenho muitas dúvidas a respeito da pílula: como ela funciona? Posso confiar nela?
A pílula, como são popularmente conhecidos os contraceptivos orais, possivelmente é o método de contracepção mais comum no mundo: calcula-se que nada menos que 90 milhões de mulheres no mundo todo façam uso dela.

Os anticoncepcionais atuam evitando que ocorra a ovulação (liberação de óvulo pelos ovários), que se dá por volta do 14º dia do ciclo menstrual.

Com esse número de usuárias, não é de se espantar que os anticoncepcionais orais (ACOs) façam parte do seleto grupo de medicamentos mais exaustivamente pesquisados desde seu surgimento, há cerca de 35 anos. Apesar de nenhum método contraceptivo ser isento de riscos, estes tendem a ser mínimos e contrabalançados pelos benefícios. Um bom acompanhamento médico pode ajudar a reduzir os riscos em potenciais durante o uso.

Transe com segurança

Há um ditado que diz: "sexo é bom, mesmo quando é ruim". Mas o sexo, além de bom ou ruim, pode ser perigoso para a saúde física e emocional das pessoas. Hoje em dia, uma das maiores preocupações relacionadas ao sexo é possibilidade de disseminação de uma doença gravíssima: a Aids.
Ao contrário das gerações anteriores, que se preocupavam mais em não ter filhos na hora errada por causa da transa, hoje, a preocupação maior é com a preservação da saúde - e da vida. Até os anos 80, contrair uma doença sexualmente transmissível não era motivo de grande preocupação, pois já havia cura para todas as doenças conhecidas.

Foi com o surgimento da epidemia de Aids que o medo voltou à tona, e a camisinha se apresentou como uma espécie de "salva-vidas" para as pessoas com vida sexual ativa.

Hoje, o que se chama de sexo seguroé aquele praticado com o uso de preservativos (masculinos ou femininos), que têm uma diferença fundamental em relação aos outros métodos anti-concepcionais que, antes da Aids, ofereciam segurança: além de evitarem a gravidez, os preservativos são o único meio do qual dispomos para prevenir doenças - uma delas, ainda mortal.

Mesmo com todas as campanhas explicando às pessoas sobre a importância do uso de preservativos, menos de 50% dos brasileiros com vida sexual ativa usam camisinha. Por que? As desculpas são muitas: alguns consideram a camisinha incômoda, outros acham que ela "quebra o clima", outros, mais apocalípicos, alegam que ela não funciona. Nenhum deles tem razão.

Os preservativos são o método contraceptivo mais barato que existe, e protegem nosso corpo contra diversas doenças. Por isso, ninguém pode abrir mão dela. Se você ainda não é um adepto da camisinha, já está mais do que na hora de começar: sempre é tempo de aprender a se proteger.

O coito interrompido

O coito interrompido é um dos métodos anticoncepcionais mais antigos, mas também um dos menos seguros que existem.
Todos sabem que, para haver a gravidez, é necessário que haja um óvulo e um espermatozóide. O que poucas pessoas sabem é que o sêmem não é o único meio através do qual o homem expele seus espermatozóides: o líquido lubrificante produzido pelo homem antes da ejaculação também está cheio de espermatozóides, e o homem não tem nenhum controle sobre sua produção.

Para se ter uma idéia do perigo, cada gota deste líquido, chamado de "prostático", contém cerca de cem mil espermatozóides - e, para haver fecundação, só é necessário um.

O coito interrompido também apresenta outro perigo, que é o do homem não conseguir controlar a ejaculação, e acabar ejaculando dentro da mulher. Além disso, este método pode tirar muito do prazer do sexo, tanto pela tensão que cria quanto pela interrupção da relação antes do fim.

O diafragma

O diafragma é pequeno anel flexível recoberto por uma película de borracha ou silicone que é colocado pela mulher dentro da vagina até cinco horas antes da relação sexual. O papel do diafragma é obstruir completamente o colo (entrada) do útero, impedindo que os espermatozóides atinjam o órgão e a conseqüente fertilização do óvulo.
Ao contrário da camisinha, que só pode ser utilizada uma vez, o diafragma pode ser reutilizado diversas vezes. Após a relação, a mulher deve demorar de seis a oito horas para retirar o diafragma, que deve ser lavado com água e sambão, secado e guardado em recipiente próprio, povilhado com amido de milho. Seguidas as recomendações de uso, um diafragma pode durar até dois anos.

Antes de escolher o diafragma, é preciso que a mulher consulte o ginecologista para que ele determine o tamanho adequado. Não pode ser usado por mulheres virgens ou que tenham problema no colo do útero. Também não deve ser usado por mulheres sensíveis ao látex.

O DIU

O Dispositivo Intra-Uterino (DIU) é uma pequena peça de plástico revestida com cobre que é colocado dentro do útero. Trata-se de um método contraceptivo utilizado pela mulher e colocado na cavidade uterina por um médico.
O funcionamento do DIU consiste na liberação de sais de cobre pelo filamento que reveste a haste principal. Esses sais têm uma ação espermaticida que impedem a subida dos espermatozóides pelas trompas e, conseqüentemente, evitam a fecundação do óvulo.

Os dados estatísticos em relação ao DIU são difusos, mas, em termos mundiais, estima-se que cerca de 20% da população feminina em idade procriativa use o dispositivo.

O DIU não é recomendado para mulheres que nunca engravidaram, sendo mais indicado para aquelas que já têm filhos e querem um intervalo maior para uma próxima gravidez.

A eficácia do DIU é praticamente a mesma da pílula, cerca de 99,5%, e alguns modelos mais modernos costumam permanecer no corpo da mulher por cinco a dez anos. Essa é uma das vantagens: em vez da preocupação diária de tomar a pílula, a mulher pode manter relações sexuais sem risco de gravidez por vários anos.

Mas o DIU apresenta algumas desvantagens: por ser um corpo estranho, nem todas as mulheres se adaptam a sua colocação; pode haver um aumento do fluxo menstrual e a mulher pode sentir cólicas mais intensas.


A laqueadura de trompas: esterilidade definitiva

Perder voluntária e, em alguns casos, definitivamente a capacidade de gerar filhos. É isso que acontece com as mulheres que se submetem à laqueadura, popularmente conhecida como ligadura de trompas.
O procedimento cirúrgico consiste em ligar ou cortar as Trompas de Falópio e pode ser feito de várias maneiras, sendo necessária internação e anestesia geral ou regional.

O Sistema Único de Saúde (SUS) cobre os custos da cirurgia. "No serviço público decente, antes de ser operada, a paciente tem de ser avaliada por uma comissão ética. Na rede privada, na maioria das vezes, a cirurgia é feita depois de acordo entre médico e paciente", afirma Caio Parente Barbosa, chefe da Ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC.

A comodidade e segurança da laqueadura são inquestionáveis, uma vez que o risco de gravidez é de menos de 1% e a mulher não precisa mais se preocupar com métodos anticoncepcionais. Por outro lado, existem muitos pontos a serem ponderados antes de optar por esse método definitivo de esterilização feminina. Entre eles, os aspectos psicológicos e legais, os altos índices de irreversibilidade do processo e de arrependimento por parte das mulheres operadas.

A vasectomia

Junto com a camisinha, é uma das formas de um homem evitar a gravidez da parceira. Trata-se de um procedimento cirúrgico por meio do qual se ocorre interrupção de dois canais (chamados deferentes), impedindo a saída dos espermatozóides dos testículos.
A cirurgia é feita com anestesia local e não necessita de internação. Por ser definitiva, só deve ser feita por homens que tenham a certeza de não quererem mais ter filhos.

Como é uma intervenção feita diretamente no escroto, existem vários mitos em torno na vasectomia: o risco de impotência, por exemplo. Não é verdade. A cirurgia não altera em nada o prazer ou a potência sexual de um homem. Tanto a vasectomia, quanto a laqueadura (cirurgia que estereliza a mulher) são regulamentadas pela Lei de Planejamento Familiar, segundo a qual só podem fazer a cirurgia somente homens e mulheres maiores de vinte e cinco anos ou com dois filhos vivos.

A "tabelinha"

Este método, que consiste numa tabela que prevê o dia da ovulação, não é seguro, pois o ciclo menstrual não é totalmente previsível.
Considera-se que, em média, o ciclo menstrual seja de 28 días. Mas este prazo varia muito de mês a mês, e também de mulher para mulher. Por isso, é muito difícil prever o dia certo da ovulação que, em geral, ocorre bem no meio do ciclo menstrual.

Além de ser difícil de prever o dia da ovulação, a "tabelinha" tem outra falha: cada ejaculação libera em torno de 300 a 400 milhões de espermatozóides, que podem viver dentro do corpo da mulher por até sete dias. E, se a ovulação ocorrer em algum dessas dias, é possível que aconteça a gravidez.