Voce
tem peito?
A
plástica de seios reina absoluta entre as modalidades de cirurgia estética
realizadas no país. No ano passado, 175 mil brasileiras fizeram algum
tipo de cirurgia plástica e 40% delas mexeram nos seios. Neste ano,
a previsão é de 84 mil cirurgias de mama, para um total de 210
mil plásticas, o que coloca o Brasil em segundo lugar no ranking desse
tipo de operação, atrás dos Estados Unidos. Antes de
engrossar a estatística para mostrar que tem peito, leia este guia.
Ele foi feito a partir das dúvidas mais comuns das mulheres que sonham
com o bisturi para se reconciliar com seus seios. Por Carla Leirner
O
silicone é seguro?
Nos Estados Unidos o silicone foi proibido desde o início da década
de 90, sob suspeita de provocar câncer de mama e doenças auto-imunes
(causadas pelo próprio sistema imunológico do corpo), sendo
liberado somente para reconstruções mamárias pós-câncer.
Na maior parte do mundo, o silicone vem sendo absolvido depois de pesquisas
que nada provaram contra a substância. No Brasil, na Europa e no Japão,
ele é usado sem restrições.
Por
que o resultado de algumas cirurgias de aumento de seios é artificial?
Muitas vezes, os seios ficam com o contorno muito arredondado, deixando
o colo marcado pelo silicone, denunciando a plástica. Isso acontece
quando a prótese colocada é maior do que a glândula mamária.
Em
que casos o seio com prótese fica duro?
Para se defender do corpo estranho, o organismo isola a prótese
formando uma cápsula fibrosa (uma espécie de cicatriz interna).
Em cerca de três por cento das mulheres o processo pode ser tão
intenso que deixa o seio endurecido. Nesse caso, o implante é retirado
e recolocado em outra posição, ou trocado por outro. Para minimizar
o problema, a parte externa das próteses começou a ser feita
com uma superfície que diminui o índice de encapsulamento.
A
presença da prótese é sentida no tato?
Somente nos casos em que houve encapsulamento intenso.
A
prótese pode romper e espalhar silicone pelo corpo?
Uma prótese não se rompe espontaneamente, a não ser
que seja perfurada por objeto cortante ou pontiagudo como, por exemplo, uma
costela, num acidente. Caso isso ocorra, o silicone ficará contido
pelo encapsulamento, não se espalhando pelo resto do corpo. Além
disso, algumas próteses modernas são feitas de gel coeso, que
não escorre mesmo num rompimento eventual.
A
prótese pode ser retirada a qualquer momento?
Sim, mas nesse caso é importante observar a capacidade de retração
da pele distendida pela prótese, para que a região não
fique flácida. Caso a pele não volte mais para o lugar (o que
pode acontecer por volta dos 45 anos), uma cirurgia para retirar o excesso
de pele é indicada.
Depois
de quanto tempo a prótese deve ser trocada?
Em média a cada dez anos. Como outro implante qualquer, a prótese
também se desgasta. Por isso, os seios com silicone devem ser avaliados,
pelo menos uma vez por ano, pelo cirurgião plástico e pelo ginecologista.
Exames como ultra-som ou ressonância magnética são a melhor
opção para constatar alterações na prótese.
Se algo for notado, ela deverá ser substituída.
Qual
o tamanho de prótese mais usado?
Alguns anos atrás, a média girava em torno de 120 a 140 centímetros
cúbicos, o que corresponde ao sutiã 38 ou 40. Hoje, o tamanho
médio saltou para 175 a 250 centímetros cúbicos, o equivalente
aos números 42 ou 44 de sutiã. Antes da cirurgia, médico
e paciente discutem sobre os tipos de próteses adequados. Mas é
somente na sala de cirurgia (depois de experimentar alguns moldes) que o médico
define a prótese ideal.
Quanto
tempo dura a cirurgia para o aumento dos seios? Em quanto tempo os pontos
são retirados?
Cerca de duas horas. Os pontos são retirados aproximadamente uma
semana depois da cirurgia.
O
silicone atrapalha a mamografia?
Não. Isso acontecia há cerca de uma década, quando
os aparelhos não eram tão sensíveis, dificultando o diagnóstico.
Apenas por medida de precaução, é importante citar a
existência do implante na hora de marcar o exame.
| Onde fica o silicone | |
| As próteses podem ser colocadas atrás da glândula mamária ou sob o músculo peitoral. Alguns médicos preferem posicioná-la na frente do músculo, para um resultado mais natural. A técnica submuscular é indicada para pacientes que tenham sofrido encapsulamentos seguidos, ou possuam seios pequenos ou tenham a pele muito fina, incapaz de encobrir o implante, deixando-o muito evidente. | |
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